Como o cálculo é feito

A estimativa junta o sol da sua cidade, a tarifa da sua distribuidora e as regras da Lei 14.300. É uma estimativa: o projeto de verdade sai da visita de um instalador.

Como a conta é feita?

  1. Seu consumo. O valor da conta dividido pela tarifa da distribuidora, com impostos, dá os kWh do mês.
  2. O sol da sua cidade. Quanto cada kWp de placas gera por dia no seu município, mês a mês, do Global Solar Atlas, do Banco Mundial. Esse número já desconta as perdas com calor, sujeira, cabos e inversor, pelo clima de lá.
  3. O tamanho do sistema. Placas de 550 W em número suficiente para gerar no ano o que você consome acima do mínimo da ligação: 30 kWh na monofásica, 50 na bifásica e 100 na trifásica. O mínimo você paga de qualquer jeito.
  4. A geração de cada mês. A potência das placas vezes a geração por kWp e os dias do mês.
  5. A conta depois das placas. Parte da energia você usa na hora. O resto vai para a rede e volta como crédito, que paga uma parte do Fio B, o uso da rede da distribuidora. A conta não fica abaixo do mínimo, e o crédito que sobra passa para o mês seguinte.
  6. A economia. A conta de antes menos a de depois, na média do primeiro ano.
  7. O investimento estimado. A potência do sistema vezes a faixa de preço de mercado por kWp, para sistemas do mesmo porte. O preço de verdade vem no orçamento do instalador.
  8. O retorno. Os anos até a economia somada pagar o investimento, olhando 25 anos, com o Fio B subindo e as placas perdendo 0,5% de geração por ano.

O que muda o seu resultado?

  • O telhado. A conta supõe o telhado ideal: voltado para o norte, com a inclinação certa e sem sombra. Telhado para o leste ou o oeste, pouco inclinado ou com sombra gera menos. E a geração por kWp é a de placas soltas no chão: no telhado elas esquentam mais e geram um pouco menos.
  • O uso de dia. A conta supõe que 30% da geração é usada na hora numa casa, 45% no campo e 60% num comércio. Energia usada na hora não paga o Fio B: quem gasta mais de dia economiza mais.
  • A conta ao longo do ano. O consumo é o mesmo nos 12 meses. Se a sua conta sobe muito no verão, por exemplo, o resultado muda.
  • Os impostos. O ICMS do seu estado, na alíquota mais comum, e 6% de PIS/COFINS. Descontos para conta pequena, como a isenção de SP até 90 kWh, ficam de fora.
  • O Fio B. Sobre o crédito paga-se uma parte do Fio B: 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028. De 2029 em diante a regra depende da ANEEL; a conta usa o Fio B inteiro.
  • O que fica de fora. Reajuste da tarifa, bandeiras, iluminação pública, manutenção e troca do inversor. Com eles, o retorno fica mais longo.

De onde vêm os dados?

Do Global Solar Atlas, do Banco Mundial, e da ANEEL, do IBGE e da Lei 14.300. Veja as fontes e as datas.

Fontes dos dados

Tarifas consultadas em 02/11/2026; o resto, na data de cada fonte.

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